
Hoje mais do que fugir, ignora-se a morte. Tratamo-la como um
hóspede indesejado que se arruma num quarto esconso, do qual se
deita a chave fora. Vive-se como se se vivesse para sempre. Não estamos cientes que a qualquer instante a comédia pode acabar. Ignora-se o que mais valoriza o único de cada momento. É também pela convivência diária com a morte que se constrói uma vida genuína. A morte vista por dentro de fora e a música que a serve ao longo dos tempos.
Sons do filme Det sjunde inseglet (O sétimo selo) de Ingmar Bergman. Um cavaleiro regressado das cruzadas joga uma partida de xadrez com a morte enquanto demanda o significado da vida e certezas num mundo em dissolução pela morte negra.
Música desde Josquin Desprez até Claudio Monteverdi, passando pela Renascença espanhola e anónimos compositores do séc. XVII.
Sons captados à beira mar no Monte Estoril, mesmo à beirinha de Cascais. E ainda sons obtidos a partir da tradução acústica de ruídos electromagnéticos do espaço que foram obtidos aqui.
Como é hábito, mais detalhes no guião.
Locução: Edite Sombreireiro & Luís Ramos.
Agradecimentos: João Almeida.
