OOM 21: O rádio às avessas
appa escreve aos 06.Jan.07 pelas 00h46

Reginald Fessenden: radio pioneer

The appreciation of art is a true marriage of
minds. And in art, as in marriage, lack of
consummation is ground for annulment.

Mark Rothko

Foi há 100 anos que o canadiano Reginald Fessenden se aventurou na primeira emissão de rádio propriamente dita. Era o dia 24 de Dezembro de 1906. E no Massachussets ouviu-se rádio pela primeira vez. Rádio pensada para ser ouvida por outrém. Aí surgiu aquilo que distingue a rádio dos demais meios: a sua intimidade. A rádio é um casamento que se consuma no nosso ouvido. Boda e núpcias simultâneas. Com o encanto e abandono de recém-casados este programa canaliza para a sua volúpia-voluta auditiva os detalhes íntimos. O rádio às avessas com música às direitas.

Sons:

  • Genérico do programa Em nome do Ouvinte de José Nuno Martins
  • Um doente do Júlio de Matos conforme registado pelo programa da RTP2 Portugalmente em 1998.
  • Excertos dos filmes The Third Man de Carol Reed com Orson Welles e de Mr. Arkadin também com Welles e dirigido por ele.
  • Excertos da peça The War of the Worlds dirigida por Orson Welles com o seu Mercury Theatre on the Air.
  • Excertos da leitura de Almada Negreiros do seu Manifesto Anti-Dantas.
  • Sons de arquivo relacionado com a guerra colonial incluindo mensagens de soldados às famílias.
  • O Cardeal Cerejeira faz uma alocução por ocasião da inauguração do Panteão Nacional.
  • Excerto de um programa do provedor do Ouvinte da RDP em que o O Ouvido de Maxwell é referido como um mau exemplo de rádio.
  • Excertos do album Atmospheric Distortions do grupo Kangaroo Court.
  • Sons de emissões de rádios da Nova-Zelândia, do Lichtenstein de Aruba, e da Etiópia
  • Som de arquivo dos anos 50 em que Jorge Alves tenta falar com Orson Welles hospedado no Hotel Ritz em Lisboa.
  • Yann Paranthöen fala sobre a rádio com Daniel Mermet no programa Là-bas si j’y suis.

Música de Josquin Desprez, Salvatore Sciarrino, George Frederic Handel, Johann Sebastian Bach, Claudio Monteverdi, Mateo Flecha (el viejo), Anon e Thomas Morley.

Detalhes no:
script/guião.

Locução de Inês Forjaz e Cristina Cunha.

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