
E se um desconhecido lhe disser que L'Art est partout isso é apenas constatar o óbvio. É constatar o triunfo da visão pós-moderna da Arte. Sim. E se alguém lhe disser o contrário mente, ou, o que é mais seguro está meramente a dar largas à sua afectação, ao seu snobismo intelectual. Esta rádio é um baluarte dessa atitude, com os qualificativos grande música, música séria, música erudita, música clássica, &c. Neste programa implode-se essa visão passadista da Arte e concomitantemente abriremos novos vastos horizontes aos ouvintes entricheirados nessa idefensável posição. Sobre eles choverão vergalhaitas e gás mostarda. E tudo, tudo, tudo isto é feito em nome da Arte. À carga.
Interpretação:
- M. Batiment Abîmé: António Araújo (omwo)
- M. Ordure Parfumé: António Almeida
- Tradutora/Dobragem: Inês Forjaz
Sons que vão desde o desembarque na Normandia das tropas aliadas no Dia D, até a José Alberto Carvalho a tecer loas aos artistas, como eles embelezam o mundo.
Música de Jean-Baptiste Lully, Meredith Monk, Courtial des Pereires & NaOH, W. A. Mozart, Eduardo Paniagua, Jordi Savall, Paolo da Firenze, Heiner Goebbels (Hörstücke) e Estienne Moulinié.
