OOM 12: Tenho uma carta escrita
appa escreve aos 12.Oct.06 pelas 04h23

João César Monteiro

Um indigente zarolho que verseja. Um borgonhês pai que gera o pai. Um tímido alcoólico esquizofrénico que escrevia versos e sonhava, e um físico que pulava avançando com esse sonho. 850 anos. Um meia-leca pencudo, olhos de carneiro mal morto, que desflorava virgens películas de cinematógrafo. O que é? Irresolúvel charada que não nasceu charada mas que ficou charada. Pistas para a (ir)resolução com a música deste programa.

Para os menos sensíveis a charadas, a resposta é Portugal.

Música de D. Dinis, Francisco de la Torre, João Zorro (séc. XIII), Joly Braga Santos, Lobo de Mesquita, Alfonso X, Félix Máximo Lopez, e Anon.

Sons do filme Recordações da Casa Amarela (1989) de João César Monteiro.

Sons captados no Casino de Lisboa, Centro Comercial Vasco da Gama, som da trovoada obtido no freesound. E as vozes de: Orson Welles, Jorge Alves, Artur Agostinho, António de Oliveira Salazar, António Guterres, Jorge Sampaio, Nuno Fradique, José de Almada de Negreiros, Mário Viegas, Amália Rodrigues, Sérgio Godinho, e uma antiga cantadeira do fado desconhecida.

Como de costume, mais detalhes no guião.

Locução: Inês Forjaz.

Agradecimentos: António Araújo (omwo).

script/guião

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Anonymous escreve às 13h39 de 16.Oct.06

Obra de arte, excelência radiofónica, é a apreciação que gostaria de transmitir ao autor. Foi o trecho de: "As inanidades com que os escribas arregimentados a peso de pirite pela finança mediática enchem os espessos pasquins que saem ao fim de semana, onde se diz tudo sobre nada! Um nada que te vendem como sendo o que em ti se passa!" que me prendeu a atenção, porque sublima a (minha) frustração de ver um país viciado num futebol que trata como se fosse o seu verdadeiro destino.

Com os meus cumprimentos

Amaro Rica da Silva.

Anonymous escreve às 14h49 de 04.Dec.07

Poderia dizer imensas coisas, mas estaria a andar em círculos: obrigado.

António Castanheira