Entre as equações de Maxwell e o nosso ouvido há um elo invisível. Através dele experimentamos todo o espectro das emoções humanas. A alegria, a tristeza, a esperança o desespero. Quando a imagem não precisa de imagem. A rádio. Parar, escutar e sentir O Ouvido de Maxwell. Devaneios radiofónicos que por não terem destino acabam por nos levar a algum lado. Pare, escute, sinta.
Todo o som é o invisível sob a forma do perfurador de envelopes. Quer se trate de corpos, quartos, apartamentos, castelos. Imaterial, ele ultrapassa todas as barreiras. O som ignora a pele, não sabe o que é um limite: ele não é nem interno, nem externo. Ilimitável, ele é ilocalizável. Não pode ser tocado: ele é incapturável. A audição não é como a visão. Aquilo que é visto pode ser parado pela parede ou pela cortina, pode ser tornado inacessível pela muralha. O que é ouvido não conhece nem pálpebras, nem paredes, nem cortinas, nem muralhas. Indelimitável, ninguém se pode proteger dele: os ouvidos não têm pálpebras.
O amor é coisa boa ou coisa ruim? Dois amantes seguem um itinerário que vai desde o golpe de relâmpago do encontro, até ao momento das dúvidas, até ao momento do medo. O desassossego, a dor, as figuras tristes, as figuras alegres, as figuras nem tristes nem alegres. O que é isto? Afinal: Che chosa è quest'Amor?
Sons do filme de Laura (1944), obra prima de Otto Preminger com a divinamente bela Gene Tierney.
Hoje mais do que fugir, ignora-se a morte. Tratamo-la como um
hóspede indesejado que se arruma num quarto esconso, do qual se
deita a chave fora. Vive-se como se se vivesse para sempre. Não estamos cientes que a qualquer instante a comédia pode acabar. Ignora-se o que mais valoriza o único de cada momento. É também pela convivência diária com a morte que se constrói uma vida genuína. A morte vista por dentro de fora e a música que a serve ao longo dos tempos.
Sons do filme Det sjunde inseglet (O sétimo selo) de Ingmar Bergman. Um cavaleiro regressado das cruzadas joga uma partida de xadrez com a morte enquanto demanda o significado da vida e certezas num mundo em dissolução pela morte negra.
O homem é o único animal que por tanto sofrer precisou de inventar o riso para suportar a vida. Deste a aurora dos tempos o riso foi tido como sendo quer a expressão de espírito refinado, quer a expressão de uma vulgaridade bestial. Através dele se têm questionado as verdades que se sucedem na história humana: dizer o que é sombrio rindo. Eis o esquiço de um atlas incompleto do riso, traçado pela música dos últimos 1000 anos.
Sons do magnífico filme Vai e Vem de João César Monteiro, em particular da antológica trova do Jorginho.
Antes havia o peso de séculos de depuração de uma língua refinada. Existia assim o pathos da distância, que permitiu a sua ascensão sobre uma parte significativa da humanidade. Com isso vieram também as obras de Arte feitas para servir a fé, e em que o humano verteu do melhor que ele tem. Depois veio o concílio Vaticano II, e aboliu o uso da velha língua. Chegar aos fiéis na língua vernacular. O pathos da distância foi destruído: banalizou-se. O aspecto mágico e místico do uso da palavra sumiu-se, concomitantemente vieram os grupos de "jovens" a cantarolarem cançonetas. Não mais soam as obras de um Josquin, de um Cardoso.
Há ideias que para além de mudarem o curso da humanidade, questionam também o próprio lugar do humano no mundo. Havia o mundo regular, mecânico, arrumadinho. A Terra e o homem no centro com Deus a supervisionar. Mas timidamente os escolásticos questionaram as certezas aristotélicas, e depois veio a heresia coperniciana, e Kepler, e Galileu, e Newton. O percurso de uma ideia ao som da música que assistiu a tudo
Locução: Inês Forjaz.
Agradecimentos: Jorge Fernandes — o feliz proprietário do prato basis usado para rodar o R. Strauss da abertura — e João Almeida.
No séc. XX surgiu uma forma de literatura que retrata com acuidade as contradições do ser humano: o seu lado sombrio oposto ao seu lado solar. Raymond Chandler é o expoente do género. Uma linguagem rica, cheia de subtileza: faz-nos sentir o cheiro e a cola dos locais escuros e sombrios, dos locais sórdidos, de cadáveres, de pequenos e grandes escroques: da fauna da noite citadina. Uma visita às sombras da noite, com Chandler como guia e música a preceito.
O que é trágico? Numa civilização tão tardia quanto a nossa a resposta não é fácil. Há já muito adulterar da noção original. Sabe-se que nasceu na Grécia antiga, o berço da Europa. Há quem diga que perdemos essa noção primeira porque ele está em todo o lado hoje. Basta folhear o jornal, ou ligar a têvê. Será? Neste programa não há respostas, há só perguntas. O que é trágico? Soa a música propositada.
Sons do filmeThe Man who shot Liberty Valance de John Ford. É para mim um dos melhores filmes dele. E o que são os westerns de Ford senão versões do séc. XX, situadas no séc. XIX, da tragédia grega? Disse o que tinha a dizer sobre esta obra aqui.
Depois do circunspecto Inverno, vem-nos a graça primaveril. Toda a natureza em frenesim. Os passarinhos, as abelhinhas, as florzinhas. Tudo irradia uma deslumbrante vitalidade criadora. E os humanos? São também tocados por este festim criador. Na primavera, juventude do ano o amor floresce. Ahh, como é bela a vida.
Sons do magnífico filmeThe Quiet Man (1952) de John Ford. Um filme solar. Um filme que exalta a vida, longe do amargo trago nostálgico dos filmes mais tardios.
Se é certo que Edgar Allen Poe não é o mais cativante no que ao estilo da escrita diz respeito, é certo também que foi ele o primeiro a fazer a cartografia de zonas até aí inexpugáveis da humana mente. Um programa Poe-ético com música que um corvo empoleirado no busto de Pallas para todo o sempre quer escutar.
ons do filmeThe Pit and the Pendulum de Roger Corman, baseado no conto homónimo de Edgar Allan Poe a com o inimitável Vincent Price. O luxuriante Pathécolor onde as cores erradas batem certo, e criam um ambiente insólito. A desenvoltura de Corman no ritmo que imprime ao filme. A simplicidade da história.
Turba ululante precipita-se sobre um edifício pardo à beira-rio plantado. Dentro há música, muita música, e muito músicos. Vai para 6 anos que é assim mais ou menos uma semana depois dos idos de Abril. Durantes 3 dias a boa música tem público dentro, muito público. Mas e na segunda-feira, como vai ser? Voltamos à eternamente repetitiva mínima assistência. Que bicho lhes mordeu? Um programa em demanda do bicho, com sons que ecoaram num recente fim-de-semana de Abril ali para as bandas de Belém.
Um indigente zarolho que verseja. Um borgonhês pai que gera o pai. Um tímido alcoólico esquizofrénico que escrevia versos e sonhava, e um físico que pulava avançando com esse sonho. 850 anos. Um meia-leca pencudo, olhos de carneiro mal morto, que desflorava virgens películas de cinematógrafo. O que é? Irresolúvel charada que não nasceu charada mas que ficou charada. Pistas para a (ir)resolução com a música deste programa.
Para os menos sensíveis a charadas, a resposta é Portugal.
Música de D. Dinis, Francisco de la Torre, João Zorro (séc. XIII), Joly Braga Santos, Lobo de Mesquita, Alfonso X, Félix Máximo Lopez, e Anon.
Durante mais de dois anos num complexo de barracões de madeira no deserto do Novo México milhares de pessoas, a maioria das quais com uma formação científica, incluindo 21 laureados Nobel, dedicaram-se entusiasticamante a um evento maior na experiência humana: o desenvolvimento da bomba atómica. Nunca tinha o homem desenvolvido um tal poder de destruição. Agora o mito tornava-se realidade. A caixa estava aberta e não havia retorno possível. Um programa que trilha os caminhos que levaram à madrugada de 16 de Julho de 1945, com a música que convém.
Vamos a uma loja comprar uma mobília. Quero aqui assim, acolá
assado, e para combinar quero um cortinado desta cor e com aquela textura. Tempos depois chega-nos a casa móvel e cortinados como pedido. Mas nas coisas do amor, não se pode desenhar a/o outra/outro. Há defeitos, há faltas, há desencontros, há paixão, há ira, há alegria, há tristeza. Estar vivo implica ser capaz de sentir todo este espectro de emoções. E no fim, o que resta? Afinal o que é ser feliz no amor? Nada de respostas. Música que embala uma história com muitas interrogações na mistura.
ouvidodemaxwell.com
Para sentir melhor a musica e preciso mudar o mundo
Entre a atitude afectada e pedante dos guardiões da música "erudita" e a atitude despudoradamente mercantilista dos executivos das grandes editoras oscila o insano pêndulo da fruição musical hoje: séc. XXI da era cristã. Tem que ser assim ou haverá uma terceira via também aqui? A haver depende de nós encontrá-la. Não será uma via larga, é uma via muito estreita, só cabe um. Cada um deve encontrar a sua via para apreciar a música e a Arte em geral. Um programa em demanda de letreiros que apontem essa via, com sons que ecoaram em dois fins-de-semana quasi-estivais ali para as bandas de Chelas, Lisboa, Portugal, Terra, Sistema Solar, Via Láctea.
Só no mar se pode estar só rodeado de vida. Só no mar se pode estarrodeado de vida estando só. Vemos a luz emergindo do mundo sub-amniótico, e chegados cá fora vemo-nos rodeados de fluido aquoso-salino por todos os lados: o mar. Expelimos nele o refugo, e nele buscamos o peixe que nos alimenta, como o fizemos na materna placenta. No mar sempre buscámos a fuga, a liberdade. Ir, ir de vez, não se sabe muito bem para onde, mas partir. Recolher âncoras, largar amarras e zarpar. O importante é a viagem. O destino? Já o sabemos, sempre o soubemos, ainda que não quiséssemos saber: o pó de estrela.
Spot referente ao programa do dia 1 de Junho
Texto no guião.
Som captado no Metro de Lisboa no dia 23 de Abril, e que é um dos inúmeros mendigos criancinhas; de acordeão ao ombro, canídeo escanzelado encavalitado, e do focinho da besta um recipiente plástico pende, onde se depositam as esmolas.
Depois de muitas deambulações, entremeadas com muitas hesitações e alguma preguiça à mistura, eis que surgem os spots de promoção do programa. Que se poderão escutar na Antena 2 a partir da próxima segunda-feira.
Som captado no Metro de Lisboa no dia 23 de Abril, e que é um dos inúmeros mendigos criancinhas; de acordeão ao ombro, canídeo escanzelado encavalitado, e do focinho da besta um recipiente plástico pende, onde se depositam as esmolas.
ouvidodemaxwell.com
OOM 15 [spot]: Para sentir melhor a musica e preciso mudar o mundo
Aquele momento em que...Alguns dizem que há algo para lá, outros que não há nada, outros que não há nem cá nem lá. De qualquer forma evita-se falar nisso, e é certo que trazer o assunto à baila arruina a mais animada das ocasiões. O escapismo é in. O nada vulgar quotidiano de um homem obcecado com esse momento dá o pretexto para que se fale disso e se ouça música a propósito. Aviso: Este programa contém sons eventualmente chocantes. Não aconselhável a pessoas fácilmente impressionáveis.
Pickup: captar, apanhar, recolher, engatar. Sedução. Desde a concepção do amor cortês do séc. XI até às cibernéticas alcoviteiras, mais ou menos speedadas, mais ou menos gananciosas, um longo trilho foi percorrido. Um homem cataloga mulheres. Aborda as que lhe agradam. Em pleno séc. XXI põe em prática os preceitos do amor cortês, do gai saber provençal. Pergunta-se: e isso funciona? Instruções dentro, com música a propósito. Faça você mesmo. NB: Descarta-se responsabilidade alguma do que daí lhe possa advir.
E se um desconhecido lhe disser que L'Art est partout isso é apenas constatar o óbvio. É constatar o triunfo da visão pós-moderna da Arte. Sim. E se alguém lhe disser o contrário mente, ou, o que é mais seguro está meramente a dar largas à sua afectação, ao seu snobismo intelectual. Esta rádio é um baluarte dessa atitude, com os qualificativos grande música, música séria, música erudita, música clássica, &c. Neste programa implode-se essa visão passadista da Arte e concomitantemente abriremos novos vastos horizontes aos ouvintes entricheirados nessa idefensável posição. Sobre eles choverão vergalhaitas e gás mostarda. E tudo, tudo, tudo isto é feito em nome da Arte. À carga.
Dizem os apóstolos do progresso que as Inquisições são coisa do passado. Que hoje vivemos em plena liberdade de expressão. Será? Não estarão os inquisidores no meio de nós e mais zelosos do que nunca? Não serão as Inquisições agora muito mais subtis, donde muito mais perigosas? Música de compositores perseguidos por elas e de locais onde as mesmas estiveram muito activas, com muitas perguntas entremeadas.
Sons do filme Johnny Guitar de Nicholas Ray. Sons de estaleiros de construção civil obtidos no freesound archive.
The appreciation of art is a true marriage of
minds. And in art, as in marriage, lack of
consummation is ground for annulment.
Mark Rothko
Foi há 100 anos que o canadiano Reginald Fessenden se aventurou na primeira emissão de rádio propriamente dita. Era o dia 24 de Dezembro de 1906. E no Massachussets ouviu-se rádio pela primeira vez. Rádio pensada para ser ouvida por outrém. Aí surgiu aquilo que distingue a rádio dos demais meios: a sua intimidade. A rádio é um casamento que se consuma no nosso ouvido. Boda e núpcias simultâneas. Com o encanto e abandono de recém-casados este programa canaliza para a sua volúpia-voluta auditiva os detalhes íntimos. O rádio às avessas com música às direitas.
Um programa à procura daquele que é sem dúvida o mais original dos cineastas da Nouvelle Vague: Jean-Luc Godard. O cinema é muito mais que a imagem. É som, as próprias imagens podem ser entendidas como sons. A Arte acontece quando esse som que ouvimos ressoa em nós. Parafraseando Godard, o som é uma criação pura do espírito. Um som não é forte porque é brutal, mas porque há uma associação distante de ideias entre o que ouvimos e o que é a nossa percepção da realidade.
O fim de uma coisa é simultaneamente triste e alegre. Triste porque essa coisa que cresceu em nós vai deixar de ser. Alegre porque ao deixar de ser, abre espaço para que outra coisa nasça no seu lugar. Foram 29 programas. 29 é um número primo. Primo: a primeira parte; a fase primeira; o princípio ou abertura.
Ethan Edwards afasta-se e a porta fecha-se. Tinha-se aberto há 115 minutos. Vai retomar a estrada para Ixtlan, que continua ali, onde sempre esteve: em lado nenhum. Fim.
Mais espesso que a àgua é o fluido que nos corre nas veias e artérias. Sempre o sangue convocou todos os demónios e deuses que o homem criou. Até recentemente se julgava o depósito de humores que afectavam a nossa disposição. A sangria era coisa comum e recurso primeiro no arsenal terapêutico do praticante até ao séc. XIX. Cumpre funções essenciais no organismo: fornece oxigénio aos demais tecidos; transporta nutrientes; rejeita detritos; transporta hormonas; elimina corpos estranhos e torna-nos imunes aos seus efeitos nocivos; regula a temperatura do corpo; tem funções hidráulicas várias. O sangue numa perspectiva radiofónica documental.
A incapacidade de resistir a impulsos. A força nos números. A hiper-especialização e a concomitante hiper-eficiência. A facilidade na reprodução. A obediência a um desígnio pré-determinado. Isto são os insectos. E os humanos? O que nos separa deles? E se a genética, o evolucionismo, e os nossos ideais obram para que nos recombinemos com os insectos?
Ficha técnica
Durante certo tempo tive uma colaboração modesta com as madrugadas dois ao quadrado da Antena 2. Está mais que na altura de publicar as minhas colaborações. Assim surgirão aqui durante as próximas duas semanas o que fiz para essas madrugadas.
Eis a primeira parte de uma história estranha que tem a Inês Forjaz como narradora. O titulo: O Sol é para os ingleses.
Sons: O saudoso e simpático Engº Sousa Veloso no seu TV Rural a falar sobre a seca. Uma canção Tuareg. Uma emissão do programa Grande Reportagem da RTP com uma travessia do Sahara capitaneada por Miguel Sousa Tavares e narrada por António Santos. O Muezzin a chamar os fiéis para as orações. O escritor Jean Giono fala sobre o Sol e o clima. Som do mar captado no Monte Estoril (Cascais).
A segunda parte do programa que fiz para uma das madrugadas da Antena 2.
Sons: Uma emissão do programa Grande Reportagem da RTP com uma travessia do Sahara capitaneada por Miguel Sousa Tavares e narrada por António Santos. Uma peça de criação radiofónica "roubada" à arteradio sobre o deserto. Sons avulsos captados no campo luso.
Música: de Chris Rea.
Locução: Inês Forjaz.
A terceira prestação do programa que fiz para uma madrugada da Antena 2.
Sons: Novamente o cortês Engº Sousa Veloso e o seu TV Rural fala sobre a seca. Desta vez com um agricultor proactivo que quer construir uma pequena barragem. Som de um programa característico do período revolucionário em Portugal, vituperando o capitalismo e outras coisas feias como o imperialismo e outros ismos; apresentação de Luís Filipe Costa. Excerto do lado B do LP Atmospheric Distortions dos Kangoroo Court. Sons de trovoada obtidos no freesound. Sons avulsos gravados no campo luso.
Eis a última prestação do programa que fiz para uma das madrugadas da Antena 2.
Sons: Excerptos do programa Há uma só Terra sobre a reforma Agrária e a construção do socialismo, com locução de Luís Filipe Costa. Som da chuva num telheiro de zinco. Som de um trovão e da chuva. Som ambiente no Casino de Lisboa em Junho de 2006.
Música: Chris Rea e Mokave.
Locução: Inês Forjaz.
Detalhes no
Mais espesso que a àgua é o fluido que nos corre nas veias e artérias. Sempre o sangue convocou todos os demónios e deuses que o homem criou. Até recentemente se julgava o depósito de humores que afectavam a nossa disposição. A sangria era coisa comum e recurso primeiro no arsenal terapêutico do praticante até ao séc. XIX. Cumpre funções essenciais no organismo: fornece oxigénio aos demais tecidos; transporta nutrientes; rejeita detritos; transporta hormonas; elimina corpos estranhos e torna-nos imunes aos seus efeitos nocivos; regula a temperatura do corpo; tem funções hidráulicas várias. O sangue num perspectiva radiofónica científica.
Há quem diga que é a raíz de todo o mal. Principalmente se se é destituido. Há quem diga que é a raíz de todo o bem. Principalmente se se é abonado. Não traz a felicidade dizem uns. Mas ajuda muito dizem outros. Desde os alqueires de cevada dos Sumérios até ao intangível de um pedaço de plástico dourado o dinheiro tem sido simultaneamente um dos principais agentes e a vítimas das mudanças do humano. O mundo do dinheiro é cada vez mais complexo e as características requeridas para nele sobreviver são cada vez mais exigentes. O avaliar o dente do cavalo foi substituido pelo algoritmo da trading station. Uma breve incursão nos domínios dos marchés financeiros.
Era mais um dia de Verão banal. Não fora os cetáceos esfomeados que resolveram fazer uma visita na praia onde o inspector Teixeira tomava o seu habitual capilé. Nisto surge o "Bloody" Sam que tinha acabado de mandar o William Holden imolar-se numa orgia de sangue, pólvora e chumbo. Acaba tudo num verdadeiro banho com sangue. Um programa multiplamente conexo.
Sons: Excertos dos filmes: