À minha maneira: O fim do OOM
appa escreve aos 08.Feb.07 pelas 04h40

2001 the star child looks at the earth

O velho tem que sair para que o novo possa entrar.

O programa acabará no fim deste mês. Serão emitidos mais quatro. E depois chegando ao número 29 acaba.

As razões são múltiplas:

  1. Tenho sido um escravo do programa. São 3 a 4 dias por semana para pensar no programa, arranjar o material e montar. Este programa tem uma equipa de produção de um. Eu e eu só. Com o inexorável marchar do tempo, e perante o compromisso assumido, nunca tive tempo para parar e montar o meu sistema de produção já rotinado e assim ganhar tempo.
  2. O programa foi uma experiência muito enriquecedora. É o programa de alguém que nunca tinha feito rádio. Vistos de fora, a rádio e a televisão são coisas aparentemente transparentes, mas não são. De dentro a perspectiva é diferente. Percebem-se os condicionalismos e a complexidade envolvida.
  3. Tenho por isso uma perspectiva completamente diferente da que tinha há um ano. Não me revejo mais no manifesto que escrevi antes de fazer o programa. Isto no que diz respeito à rádio e também não me revejo mais no que que disse de mal da têvê. Embora não tenha realizado ainda programa nenhum para a TV, a verdade é que as minhas frequentes visitas ao arquivo da RTP me mostraram um outro lado da televisão.
  4. Saio sem amargura e sem arrependimentos. Toda a gente que cruzei na RTP me tratou sempre com grande lisura. Só tenho coisas boas para dizer de toda a gente. Com alguns privei mais do que com outros, mas nunca, nunca, nunca, foram de modo algum menos correctos comigo. Antes pelo contrário. Obrigado a todos.
  5. Acho que este programa tinha um prazo, que expirou. Quero fazer outras coisas dentro e fora da rádio. Com isto quero dizer que existe a possibilidade de voltar à rádio a partir de Junho ou Outubro com um outro programa. Esse programa herdará características do O Ouvido de Maxwell e terá coisas novas. Radio is a virus. E eu fiquei infectado, muito infectado. Nesse programa conseguirei finalmente colocar em prática algumas das ideias que eu tenho e que por falta de tempo e deficiente estrutura de produção nunca consegui implementar no OOM.
  6. Estes últimos programas serão uma amostragem do que quero fazer. Finalmente começo a ter as ferramentas que julgo necessárias para que o programa seja tecnicamente aceitável. Sei onde quero ir e o que fazer. Para já há a minha peça de teatro radiofónico. E a minha colaboração nas madrugadas dois ao quadrado e em tudo o que gira à volta desse projecto.
  7. Vou adicionar os programas de Janeiro e os dois a emitir amanhã em breve ao site e disponibilizá-los para download e em podcast. Assim que tiver novidades sobre o projecto de programa divulgarei aqui. Posso adiantar que tem já um título que novamente evoca a Ciência, mas desta vez numa única palavra. A seu tempo se saberá.

Termino agradecendo a todas e todos os que de uma forma ou de outra contribuiram para o programa. Isso incluí obviamente os ouvintes, mesmo os que inundam o provedor com queixas sobre o programa. O importante é debater as coisas. E nada me aborreceria mais do que saber que o programa não agita os humores de cada um.

O próximo programa, caso venha a ser uma realidade, será ainda mais agitador de humores.

Termino dizendo que estes 3 ou 6 meses, partindo do princípio que volto em Junho ou Outubro, serão usados para colocar os meus outros projectos em velocidade de cruzeiro e que não estavam a ter a atenção devida por causa do programa. E também para montar a minha estrutura de produção. Para que assim possa ter o tempo de realização de cada programa encurtado substancialmente.

Devo dizer que a televisão me interessa e que tenho vários projectos envolvendo-a. A ver vamos como saiem.

Vamo-nos vendo por aqui, e senão for antes econtramo-nos na rádio em Junho ou Outubro.

Até lá tenho um projecto intitulado Che cosa è quest'amor de concerto com recitantes, vídeo e instalação sonora que irá ter a sua estreia em versão reduzida no dia 6 de Maio no foyer do Teatro D. Maria II em Lisboa.
Irei dando aqui notícias desse e doutros projectos que tenho.

Continuo muito interessado num patrocínio para levar a cabo projectos mais ambiciosos na rádio e têvê. No que ao OOM diz respeito só levei negas. C'est la vie. Não vou desistir.

Até já,

António P. P. Almeida

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Anonymous escreve às 15h02 de 01.Mar.07

Caro António,

acabei de ouvir o 29 e já sinto as saudades!

São muitos os que usam a régua, mas poucos os inspirados. (Platão)

Get back soon!

Abraço do

João Chambers

Anonymous escreve às 05h54 de 28.Feb.07

obrigado pelos 29.
regressa depressa.

Anonymous escreve às 20h54 de 14.Feb.07

Caro appa

Obrigado pelas emissões.
Tenho pena que termine, quando pelo menos deste lado, não o fazia prever...
A ideia de rádio que por aqui passou não anda nada longe da ideia que eu e outros tantos partilhamos. Você pôs mãos à obra, nós encostámos o nosso ouvido ao de Maxwell.

Quanto à tv, fico há espera de, com a sua ajuda, chegar à conclusão que estou enganado... confesso o meu preconceito em relação à dira...

Boa sorte e cá o esperamos nessas novas aventuras...

M.